terça-feira, 17 de outubro de 2017

Misteriosa, intrigante e perigosa: entenda o que é e como funciona a deep web

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A tecnologia já é algo intrínseco à existência da sociedade há algumas centenas de anos. A internet é mais jovem, mas procurar informações, produtos e conteúdo de toda natureza já se tornou algo comum. Quem nunca foi flagrado ‘dando um Google’ em algum termo que desconhece ou para se aprofundar em determinada pesquisa. Os resultados da internet que conhecemos parecem infinitos, não é mesmo? No entanto, o que mecanismos de busca encontram não chega a um terço do que realmente existe em toda a rede. O restante está na Deep Web.

Uma rede profunda de troca e armazenamento de dados, ainda obscura para a maioria dos navegantes virtuais. Sabemos que você já ouviu muitos boatos sobre o assunto. Não se afobe! Saiba o que é, como funciona e porque a Deep Web tem ganhado notoriedade.

Diante de tantos avanços, ficamos encantados com novos celulares, computadores, eletrodomésticos e novidades virtuais. Entretanto, mal percebemos que a internet que conhecemos não representa nem 30% de todo o conteúdo virtual existente no mundo. A maior parte dele está na Deep Web.

A fim de entender como funcionam os mecanismos de busca, conversamos com quem entende do assunto. “Tecnicamente, o termo ‘deep web’ já existe desde os anos oitenta. Digamos que ele se refere a toda página da internet que não é facilmente indexável. O que eu quero dizer com isso? Quando você pesquisa alguma informação no Google, significa que ele foi lá e vasculhou a internet. Catalogou aquela informação e colocou em um índice. Esse índice é pesquisável por você. Existem algumas partes da internet que o Google, ou qualquer outra ferramenta de pesquisa, não conseguem ter esse acesso. Essa é a Deep Web”, explica Renato Leite Monteiro, professor de Direito Digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Até aqui, tudo bem, certo? Então vamos ao que interessa. O que está além das capacidades dos maiores mecanismos de busca do mundo? “O seu e-mail pessoal o Google não consegue ter acesso. As comunicações que se faz no seu Facebook Messenger ou na rede de bancos de dados internas do Yahoo, nem mesmo o Yahoo Search consegue ter acesso”, exemplifica o especialista.

Isso não significa que esses dados são inalcançáveis. Apenas que eles não são relacionados nas pesquisas públicas dos mecanismos de busca digitais. “Você também tem alguns sites que conseguem colocar bloqueios pra que o Google não os indexe. Trata-se de um arquivo ou comando, que chamamos de ‘robot.txt’. É, é um comando super simples que você consegue colocar no código ‘html’ do site”, relaciona Renato Leite Monteiro.

Ou seja, com essa linha de código você apenas informa ao Google que não quer ser encontrado. “É essa parte que não é indexada na internet. Seja por meio de uma arquitetura de controle como ‘login’ (nome de usuário) e senha ou por uma limitação colocada por um código já do script ou até mesmo por estar em algum formato, que não é facilmente legível. Tudo isso é o que, dentro do conceito técnico, chamamos de Deep Web”, pontua o professor de Direito Digital do Mackenzie.

Deep Web e Dark Web, tem diferença?

Repetidamente a história comprova que a humanidade costuma temer aquilo que na conhece. Esse é o caso da Deep Web. Mas nem tudo o que não pode ser acessado pela internet normal é ruim. “Eu não posso dizer que existe um problema em acessar o que está dentro da Deep Web. O problema está em acessar sites que não estão indexados, ou que os proprietários não queiram que sejam encontrados por conterem atividades ilícitas. Isso é o que algumas pessoas começaram a chamar de Dark Web e não Deep Deb. É bem importante fazer essa diferença: Digamos que na Dark Web estaria a possibilidade de contratar serviços ou obter produtos ilícitos através de plataformas na internet”, especifica Renato Leite Monteiro.

Não se engane. Crimes virtuais não estão limitados apenas à Deep ou Dark Web. Certamente você já ouviu falar de golpes financeiros, vendas de produtos proibidos ou roubo de informações através da internet. “Essas plataformas de sites e serviços podem estar indexados ou não. Por exemplo, existem grupos e comunidades no Facebook onde é possível comprar entorpecentes. E isso ai entraria dentro desse conceito de Dark Web. Apesar de ser uma comunidade que é indexada dentro sistema de pesquisa do próprio Facebook”.

Então não confunda alhos com bugalhos. Deep Web é uma coisa e Dark Web é outra, escondida dentro da primeira. Ficou confuso? Facilitamos para você: “Vamos entrar nessa que seria a parte de uma dark web, dentro da Deep Web. Ou seja, um espaço não indexado – apenas Deep Web, como o Facebook – que mantém ligações com redes ilícitas, como a Dark Web”, conduz Renato.

Mergulho Profundo

A analogia mais utilizada para ilustrar o que é Deep Web é a figura do iceberg boiando no oceano de informações. A parte visível na superfície é a internet como conhecemos, ou ‘Surface Web’, como denominam alguns especialistas. Logo abaixo da superfície da água está a Deep Web, ou os dados não listados pelos mecanismos de busca ou acessíveis aos navegadores padrão. Mais abaixo em um mergulho profundo chegamos à Dark Web, onde tudo pode acontecer.

A curiosidade, às vezes, é o maior combustível para a popularização sobre um assunto. O professor Renato Leite Monteiro explica que não é possível acessar esse tipo de conteúdo através de navegadores normais, como o Internet Explorer, o Google Chrome ou Mozilla Firefox. Não de maneira segura. “Para acessar esses locais, você precisa usar determinadas arquiteturas de controle. Protocolos e tecnologias, como o ‘TOR’ e outras mais recentes em que os sites se escondem através do anonimato”, esclarece.

Veja bem, não estamos falando do Thor, o deus do trovão e nem ao herói dos quadrinhos! Aqui se escreve de maneira diferente. A sigla TOR significa The Onion Router, um dos navegadores desenvolvidos especificamente para essa finalidade. “Com um navegador, como o TOR, você consegue acessar determinados sites que, ao invés de ponto com ou ponto com ponto br, terminem com ‘ponto onion’, por exemplo. Nesses sites é possível contratar ou adquirir produtos e serviços, com probabilidade de anonimato muito maior do que se você faria na web normal ou indexada”, pontua o professor do Mackenzie.

Se o comércio não é possível com navegadores comuns, também não funciona com dinheiro comum. Para tanto é necessário lanças mão de moedas virtuais. “Para ajudar nesse anonimato é possível utilizar algumas moedas criptográficas. Não necessariamente bitcoins, mas várias criptomoedas existentes que também podem facilitar esse anonimato”, exemplifica Renato.

No entanto, o especialista pondera que é muito difícil se esconder completamente na rede. “O que é que eu digo facilitar? É porque nenhuma (moeda virtual) garante o anonimato completo. Seja Bitcoin, Ethereum, ou Zcash… A própria tecnologia por trás das bitcoins foi construída para permitir maior rastreamento da moeda. Só que aí você utiliza essa tecnologia misturada com outras que facilitarão o anonimato. Junto com o acesso a determinadas áreas da internet que só podem ser acessadas por meio de outras tecnologias anônimas. Combinadas, elas permitem aquisição desses produtos e serviços”, diz o docente em Direito Digital.

Deep Web do bem

Ao contrário do que prega o senso comum, a Deep Web não é feita apenas de atividades ilegais. Muito pelo contrário, também está cheia de boas intenções. Existe uma grande parcela de usuários que se utilizam desse meio para descobrir e compartilhar informações de interesse público e, muitas vezes fundamental, para o exercício da verdadeira liberdade digital.

“Algo que me preocupa muito,, principalmente como pesquisador, é a ‘demonificação’ de algumas tecnologias. Dizer que a tecnologia por si é indesejada, ilícita, ou que não pode ser usada. Isso quando me refiro ao TOR, ao VPN, ou até ao proxy. O que temos de entender é que essa tecnologia, principalmente o TOR, foi criada justamente para facilitar a prática de jornalistas que precisam de sigilo da fonte, por exemplo. Em determinados lugares, inclusive no Brasil, que têm medo de serem rastreados, monitorados na internet ao se comunicar com suas fontes”, esclarece Renato Leite Monteiro .

O especialista continua: “Além disso, ativistas de direitos humanos em países ditatoriais, por exemplo, onde a internet é controlada, precisam desse tipo de ferramenta. A tecnologia existe justamente pra facilitar o exercício de liberdade de direitos individuais tanto no Brasil quanto em países antidemocráticos. Só que infelizmente, as tecnologias acabaram sendo utilizadas para outros fins. Hoje existe uma discussão muito forte sobre criptografia, que é uma das tecnologias por trás do TOR também”.

Em 2015 e 2016 ordens judiciais suspenderam temporariamente o funcionamento do WhatsApp no Brasil sob a exigência de que os desenvolvedores disponibilizassem à Justiça dados sigilosos de conversas de investigados para o andamentos de processos legais. “Vemos que a criptografia em sistemas de comunicação, como o WhatsApp, vem sendo utilizada também para a prática de ilícitos. Porém, temos que entender que a criptografia é essencial para garantir a privacidade dos usuários da internet. E a privacidade de todos e não só daqueles que fazem alguma coisa errada. É a privacidade é pra todos”, conclui o professor do Mackenzie.





Fonte: https://br.financas.yahoo.com    Por Vitor Valencio

Essas ondulações nos anéis de Saturno vão te deixar de boca aberta

Ilustração artística da lua Daphnis e as ondulações na divisão de Keeler.
Créditos: Kevin Gill

Misturando a astronomia com seu lado artístico, Kevin Gill criou algumas imagens que mostram a lua de Saturno Daphnis, e o efeito que ela exerce sobre a divisão de Keeler nos anéis de Saturno.

Através das imagens intituladas "Daphnis na divisão de Keeler" e "Daphnis e as ondas ao longo da divisão de Keeler" podemos ter um vislumbre artístico de como as luas de Saturno interagem com seu belíssimo sistema de anéis.

Medindo apenas 8 quilômetros de diâmetro, Daphnis é uma das menores luas de Saturno, e sua existência havia sido notada anteriormente por conta das ondulações gravitacionais observadas na borda externa da divisão de Keeler. A divisão de Keeler, por sua vez, se encontra a aproximadamente 250 km da borda externa do Anel A, sendo um espaço vazio com 42 km de largura, e é mantido graças a órbita de Daphnis ao redor do planeta.

Em 2005, a sonda espacial Cassini finalmente confirmou a existência desta pequena lua. Depois de analisar imagens fornecidas pela sonda, a Equipe de Ciência e de Imagens da sonda Cassini concluiu que a órbita de Daphnis induz um padrão ondulado na borda da divisão. Estas ondas chegam a uma distância de 1,5 km acima do anel, devido a lua estar ligeiramente inclinada ao plano do anel.

Daphnis vista em 2005 pela sonda Cassini
Daphnis e as ondulações registradas em 2005 pela sonda Cassini. 
Créditos: NASA / JPL / Space Science Institute


Apesar de termos conhecimento sobre tais ondulações, todas as imagens captadas pela sonda Cassini mostraram esse efeito a partir de uma grande distância. Portanto, a fim de ajudar as pessoas a apreciar esse fenômeno em close-up, Kevin Gill decidiu criar as imagens que você vê aqui, unindo a Astronomia com a Arte.

Daphnis na divisão de Keeler - Kevin Gill
Ilustração artística da lua Daphnis na divisão de Keeler. 
Créditos: Kevin Gill 

Em suas imagens, criadas coma a ajuda dos programas de edição Autodesk Maya e Adobe Photoshop, podemos ver Daphnis em sua trajetória ao redor de Saturno, assim como as ondulações provocadas pelo seu poder gravitacional. Além disso, podemos ver que Daphnis está ligeiramente inclinada acima do plano do anel, fazendo com que as ondas ganhem "altura".

"Estas imagens são inspiradas nas interações entre as luas e os anéis, e também nas imagens de Daphnis feitas pela sonda Cassini", disse Kevin. "Este é um dos muitos aspectos do sistema de Saturno que eu imagino que seria de tirar o fôlego se você pudesse vê-lo bem de perto, na vida real."

Há algumas décadas, antes do início da exploração espacial, não poderíamos imaginar presenciar algo tão belo. O avanço científico é realmente fantástico!




Quão populares somos? Terra recebeu 15 sinais enigmáticos de outra galáxia


As buscas por vida extraterrestre não são em vão! Nos últimos tempos, foram detectados 15 sinais provenientes de uma galáxia anã localizada a 3 bilhões de anos-luz da Terra, que aparentemente foram enviados por uma civilização extraterrestre.

Os astrofísicos do projeto Breakthrough Listen, que busca civilizações extraterrestes, detectaram numerosas ondas de rádio. O principal segredo desses impulsos de rádio, nomeados FRB 121102, é estabelecido em sua frequência. A transmissão atual dos sinais em questão é realizada em uma banda de frequência de quatro a oito GHz.

Trata-se da primeira vez em que sinais rápidos de rádio são emitidos a frequências altíssimas.

Apesar de a fonte ainda ser incerta, os investigadores do Breakthrough Listen não excluem a possibilidade de os FRB 121102 terem sido gerados por uma estrela de nêutrons em rotação. Mesmo assim, continuam esperando que sejam tentativas de uma civilização extraterrestre de estabelecer contato, informa o Daily Mail.

O projeto Breakthrough Listen é uma iniciativa científica apoiada pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, pelo físico britânico, Stephen Hawking, e pelo milionário russo Yuri Milner. Estima-se que o projeto gaste US$ 100 milhões (R$ 315,3 milhões) para sua realização.





Qual o método mais eficaz para destruir a Terra


Será que humanidade possui tecnologia suficiente para transformar o próprio planeta em poeira cósmica?

Um vídeo publicado recentemente no site de ciência Second Thought indaga sobre as possibilidades tecnológicas humanas de destruir a Terra por completo.

De acordo com o Second Thought, e contrariamente ao que se costuma pensar, as bombas nucleares existentes não são capazes nem remotamente de acabar com o planeta, uma vez que a energia de coesão gravitacional da Terra é de 2,24 x 10³² joules e a potência atômica de todo o arsenal terrestre é bilhões de vezes menor.

Os pesquisadores explicam que o método mais eficiente para destruir a Terra é, provavelmente, criar um campo gravitacional capaz de alterar a trajetória de um asteroide de grandes dimensões. Essa hipótese, no entanto, possui uma aplicação técnica muito complicada, já que seria necessário fazer com que um meteoro impactasse contra o planeta a uma velocidade semelhante à da luz. Além disso, alcançar a precisão necessária para o choque seria algo altamente improvável.

De qualquer modo, o vídeo (em inglês) é totalmente especulativo. A ciência humana ainda está muito longe de criar e controlar técnicas tão avançadas.





Imagem: Shutterstock

Coreia do Sul desenvolve “bomba de apagão” para usar contra Kim Jong-un

O míssil balístico sul-coreano Hyunmoo II foi disparado no mês passado

A Coreia do Sul desenvolveu uma bomba tipo grafite, capaz de paralisar o fornecimento de energia na Coreia do Norte, impedindo que Kim Jong-un provoque uma guerra nuclear.

A agência de notícias Yonhap, em Seul, informa que a bomba “apagão” causa curto circuito nas redes de eletricidade, espalhando filamentos de grafite feitos com carbono quimicamente modificado.

Na primeira vez que uma bomba desse tipo foi disparada, o alvo foi o Iraque, durante a Guerra do Golfo. Em seguida, em 1999, a OTAN usou uma tecnologia parecida contra a Sérvia, causando uma queda de energia em 75 a 80 por cento do país.

De acordo com relatos, as armas foram desenvolvidas pela Agência para o Desenvolvimento de Defesa da Coreia do Sul, como parte de um programa de ataque preventivo.

“Todas as tecnologias para o desenvolvimento de uma bomba de gravite pela ADD foram asseguradas”, disse um oficial militar.

“Estamos num estágio em que podemos construir as bombas a qualquer momento”.

No mês passado, a Coreia do Sul efetuou um ataque simulado no local de testes nucleares da Coreia do Norte, seguido por exercícios militares dos Estados Unidos, em agosto.

Ao mesmo tempo, Seul aprovou a instalação de um sistema antimísseis americano.

As notícias da bomba apagão chegam enquanto Donald Trump continua sua guerra de palavras com a Coreia do Norte, twitando que “apenas uma coisa irá funcionar” contra o regime.

No Twitter, o presidente americano disse que os acordos feitos com os presidentes americanos anteriores foram violados “antes da tinta neles secar”.

“Presidentes e seus gabinetes têm negociado com a Coreia do Norte há 25 anos. Acordos foram feitos e grandes quantidades de dinheiro foram liberadas…”, escreveu ele.

E acrescentou: “… não funcionou. Os acordos foram violados antes da tinta neles secar, fazendo os americanos de bobos. Sinto muito, negociadores, Mas apenas uma coisa funcionará!

Esses comentários vieram poucos dias depois do Presidente americano afirmar a repórteres e militares de alta patente que eles estão passando pela “calmaria antes da tempestade”.

No mês passado, James Mattis, Secretário de Defesa americano, avisou que qualquer ameaça aos Estados Unidos, seus territórios ou aliados, “será respondida com uma massiva ação militar”.

Nas Nações Unidas, Trump se refere a Kim Jong-un como “homem foguete” e ameaça “destruir totalmente” a Coreia do Norte.

“O flagelo de nosso planeta é um pequeno grupo de regimes desonestos. Se os homens justos, de bem, não enfrentarem os perversos, o mal triunfará”, disse ele.

Em setembro, a Coreia do Norte testou sua mais poderosa arma nuclear até esta data, causando um terremoto de magnitude 6.3 no seu local de testes, em Punggye-ri.